Acções de classe sobre títulos
As
leis federais sobre títulos foram concebidas para promover a honestidade
e a integridade nos mercados de valores mobiliários, o que depende
da total e justa divulgação de todos os factos materiais que dizem
respeito às empresas públicas. Só quando as empresas públicas aderirem
a esta norma haverá uma “igualdade nas condições de concorrência”
para os investidores. Porém, quando não se fazem divulgações totais
e justas de todos os factos mate-riais, a empresa pública, um ou
mais dos seus quadros superiores ou administradores, bem como determinados
consultores da empresa, poderão estar a violar as leis federais
sobre títulos. Nestas situações, um ou mais investidores, em representação
de todos os investidores que estejam em situação semelhante, que
tenham sofrido prejuízos como resultado da compra de títulos da
empresa a preços artificialmente inflacionados, pode mover uma
acção de classe sobre títulos.
A S&B está actualmente a tratar de inúmeros processos de acção
de classe sobre títulos como os advogados ou co-advogados principais
nomeados pelos tribunais federais de todo o país. Vários destes
casos são contra empresas de alto perfil, como a Tyco, a Tenet
Healthcare, a Sprint e o PNC Bank, para mencionar apenas algumas.
Para uma análise mais abrangente dos vários casos nos quais a S&B
litigou nos seus quase vinte anos de história, consulte a secção
“Recuperações notáveis” desta brochura.
Fusões e aquisições
Estas acções de classe são apresentadas para proteger e defender
os direitos e privilégios dos accionistas públicos cujas empresas
fizeram aquisições, fusões ou outras concentrações de actividades
empresariais semelhantes lideradas pela direcção. Os administra-dores
de uma sociedade de capital aberto ao investimento público devem
aos accionistas da empresa os deveres tripartidos fiduciários de
cuidado, lealdade e divulgação total e justa. Infelizmente, no
contexto das fusões, os administradores muitas vezes não cumprem
estes deveres como resultado de grandes conflitos de interesses.
Os interesses dos accionistas são normalmente ultrapassados e/ou
completamente desconsiderados a favor dos interesses dos administradores,
da direcção ou de um accionista maioritário da empresa.
A S&B moveu inúmeros processos de acção de classe em representação
de accionistas que foram injustamente ou inadequadamente tratados
numa fusão ou numa concentração de actividades empresariais. A
S&B realizou recuperações substanciais em muitos destes casos,
incluindo
(1) milhões de dólares em compensação acrescida por acções de
accionistas;
(2) a divulgação de informação material que permita ao accionista
um melhor juízo da justeza de uma transacção proposta; e
(3) outros tipos de compensação terapêutica destinada a proteger
e maximizar o valor do accionista.
Acções derivadas de accionistas
Uma acção derivada de accionistas é um processo judicial movido
por um accionista de uma empresa pública, em representação, ou
para benefício, da empresa. Na sua essência, o accionista está
a mover uma acção que a empresa tem o direito de e deveria propor,
mas não o faz devido à influência imprópria que um quadro superior
e/ou administrador acaba por exercer sobre os assuntos da empresa.
As acções derivadas são normalmente litigadas de acordo com o direito
comercial do Estado.
Por exemplo, uma acção de classe derivada pode ser apropriada
quando os quadros superiores e/ou administradores da empresa estão
a beneficiar da negociação quando a empresa está a vender um activo
da empresa a um quadro superior e/ou admi-nistrador da empresa
a um preço inferior ao valor de mercado. Dado que a empresa está
a ser prejudicada, este é um direito legal que a empresa deve fazer
valer, mas que por vezes não o faz. Com base neste exemplo, um
accionista queixoso da empresa poderia alegar que a empresa está
a quebrar os seus deveres fiduciários (um conceito legal que normalmente
inclui as ideias de “negociação justa”, “boa-fé” e “lealdade”)
devidos aos accionistas da empresa e à própria empresa. Se uma
acção derivada for favoravelmente resolvida para os queixosos,
o quadro superior e/ou administrador que estava a prejudicar a
empresa pode ver-se obrigado a fazer pagamentos monetários à empresa.
Além disso, uma acção derivada bem-sucedida pode também incluir
alterações importantes na governança da sociedade, de forma que
o tipo de conduta que originou a queixa apresentada na acção derivada
não volte a ocorrer. Se uma ou ambas estas formas de compensação
for conseguida, todos os actuais accionistas vão beneficiar, podendo
vir a ter um efeito positivo no valor do preço das acções da empresa.
Litigância sobre a ERISA ou por fraude contra o consumidor
A S&B encontra-se também na primeira linha da protecção dos
direitos dos empregados e consumidores. O departamento de litigância
sobre a ERISA da sociedade especializou-se em acções de quebra
dos deveres fiduciários movidas ao abrigo do Employee Retirement
Income Security Act de 1974. Muitas destas acções envolvem quebras
dos deveres fiduciários por parte de uma empresa na administração
de um plano de benefícios dos empregados. Por exemplo, a empresa
que patrocina e administra um plano 401(k) de contribuições definidas
para benefício dos seus empregados tem um dever fiduciário de assegurar
que os activos do plano incluindo as contribuições dos empregados
e contribuições correspondentes da empresa para o plano) sejam
direccionados para veículos de investimento prudentes e apropriados.
Este dever é por vezes quebrado, sobretudo quando a empresa considera
apropriado o investimento nos seus próprios títulos, apesar de
ter acesso a informações que indicam claramente o contrário.
Este conflito de interesses e as perdas resultantes podem ser
devastadores para os empregados, que muitas vezes dependem das
suas contas do plano 401(k) como fonte principal de rendimentos
na reforma. A S&B dedica consideráveis recursos à litigância
de reivindicações em nome de participantes de planos de pensões,
e está actualmente a mover mais de duas dezenas de acções sobre
a ERISA por toda a nação, como advogado principal ou co-advogado
principal, incluindo acções contra a Honeywell, a Bristol-Myers,
a El Paso e a Time Warner.
A S&B também se especializou na litigância em nome dos consumidores.
Mais amplamente, as fraudes contra o consumidor descrevem um amplo
espectro de práticas incorrectas que podem envolver publicidade,
marketing e/ou venda de bens ou serviços. As acções de classe por
fraude contra o consumidor são propostas, por exemplo, quando uma
empresa cobra aos consumidores em excesso, ou incorrectamente,
por bens ou serviços ou apresenta publicidade enganosa dos seus
produtos. As empresas também cometem fraude contra o consumidor
quando interpretam um contrato ou acordo de forma a deixar os consumidores
injustamente em desvantagem. A S&B teve um papel proeminente
na apresentação de reivindicações contra empresas gestoras de cartões
de crédito, empresas farmacêuticas, companhias de seguros de vida
e seguradoras privadas de hipotecas, as quais resultaram em recuperações
monetárias significativas e alterações globais nas políticas das
empresas.

Litigância por antitrust
As acções de classe antitrust são movidas de acordo com as leis
federais e estatais antitrust. Estas acções são iniciadas por indivíduos
e empresas prejudicados pela conduta anti-concorrencial dos seus
fornecedores, compradores, concorrentes e outros com quem tenham
relações comerciais. Isto inclui conduta anti-concorrencial que
ocorra no estrangeiro e afecte os mercados dos Estados Unidos.
As violações das leis antitrust incluem fixação de preços, concertação
de ofertas, monopólio, manutenção do preço de revenda e discriminação
de preços. As leis antitrust também proíbem as fusões e aquisições
empresariais tão amplas e abarcantes que, se fossem consumadas,
impediriam a concorrência, e outras condutas empresariais concebidas
com a intenção de ser predatórias ou monopolizadoras.
A S&B combate esta conduta anti-concorrencial através da litigância
de acções de classe e tem sido nomeada pelos tribunais para posições
de liderança em várias acções antitrust importantes apresentadas
em tribunais estatais e federais em todo o país.
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